Simplifique sua vida com essa uma ação

simplifique seu consumo de informação

Vivemos em um mundo de abundância. Podemos adquirir ou sonhar em adquirir qualquer produto ou serviço imaginável. Podemos ir a shows, teatros, ao cinema, ao circo, a ópera, ao balé, ao bar, ao supermercado, a boate, a Paris, a Nova York, ao Rio de Janeiro.

Essa abundância de coisas para comprar, de possibilidades que a vida nos dá, nos leva sempre a querer mais, a sonhar mais. E aí, temos duas opções:

Opção 1: Trabalhar mais para ver se um dia teremos condições financeiras para comprar todos os nossos desejos, ou

Opção 2: Sonharmos acordados reclamando da nossa falta de condição, enquanto ansiamos que nossa vida fosse diferente.

De todo modo, essa ansiedade pela maior, melhor e mais bonita coisa, ou pela foto nos lugares mais famosos do mundo, pode ser controlada, se quisermos. Não porque querer mais seja algo ruim, querer é muito bom. Mas às vezes precisamos nos perguntar se o que temos e queremos realmente tem algum valor, se vale a pena para nós mesmos.

Se você tem interesse pelo minimalismo e deseja simplificar sua vida, provavelmente já se fez esse tipo de pergunta. Talvez você sente que gasta dinheiro demais em coisas que, no fim das contas, não lhe trazem aquela felicidade pela qual estava esperando.

Para mim, pessoalmente, mudar algumas formas de consumo têm sido benéficas nesse sentido. E existe uma coisa que você pode fazer agora e que vai desencadear em uma vida com menos pressão:

Consumir menos informação

Com a Internet, vivemos em abundância de informação. E somando isso com a televisão e o rádio, podemos literalmente consumir informação o dia todo, e de todo tipo. Só que o problema de consumir muita informação é que:

a) Não sobra tempo para mais nada, para criar ou para ficar consigo mesmo e com seus pensamentos.

Estamos o tempo todo sendo distraídos e entretidos por informação. Quando teremos tempo para produzir e aprender coisas que realmente são importantes para nós e nosso crescimento? Seja desenvolvimento pessoal ou de carreira, nós temos nossos próprios sonhos para perseguir. Precisamos de tempo para investir nisso tudo, certo?

b) Muito do que consumimos são coisas negativas que não terão nenhum impacto positivo em nossas vida.

Um exemplo disso, por exemplo, são notícias, sejam elas as de jornais renomados ou as famosas fake news de WhatsApp.

Você não precisa ficar sabendo de toda e qualquer notícia que passa na televisão, no rádio ou na Internet. Aprenda a se distanciar um pouco da “imediaticidade” da notícia.

Foque em entender processos sociais de maneira mais profunda. Ao fazer isso, você vai deixar de basear toda a sua opinião e até suas decisões de voto em superficialidades e imediaticidades.

Eu estudei jornalismo na faculdade. Notícias em geral são superficiais, não exploram contextos sociais e históricos de maneira satisfatória e têm foco apenas no imediato.

Além de serem quase sempre apelativas, notícias são muitas vezes focadas em acontecimentos negativos. Uma das coisas que as pessoas fazem logo quando acordam é consumir notícia.

Pessoalmente, sempre achei essa a pior maneira de começar o dia. Notícias nos fazem acreditar que o mundo está sempre pior e pior. E por mais que isso possa ser verdade, existem milhares de momentos bons e coisas boas que as pessoas fazem que são consideradas como raridades, mas na verdade são apenas coisas que aprendemos a ignorar.

c) Ficamos mais expostos à publicidade

Eu ja falei isso em outros textos, mas é sempre bom repetir. A Internet não é uma divindade do nosso tempo. Sites que utilizamos como se fossem serviços públicos são na verdade, em sua grande maioria, empresas que desejam lucrar.

E uma dos principais modelos de negócio das empresas de Internet é a publicidade. E por isso, eles vão dar um jeito de investir em ferramentas que conseguem melhor prever nossos comportamentos para nos mostrar o produto ou serviço ideal para cada momento de nossa vida.

E o resultado disso é o excesso de vigilância por parte dessas empresas que colocam rastreadores em seus sites, ou cookies, para “melhorar sua experiência” no site. Uma simples curtida no Facebook nada mais é do que um cookie que vai seguir seus comportamentos, e colocá-lo dentro de uma segmentação para que você veja mais e mais publicidade “relevante” aos seus interesses..

É preciso muito cuidado na hora de usar essas ferramentas de Internet para se proteger da publicidade em excesso e também da personalização exagerada. Para essas empresas, quanto mais informação você consome, mais fácil fica adquirir mais informações sobre você.

Além disso, grande parte dos produtores de conteúdos também monetizam seu conteúdo com algum tipo de publicidade, seja para si próprios ou para empresas terceiras.

d) Queremos sempre mais coisas

Para fazer a máquina do capitalismo girar, precisamos querer coisas novas o tempo todo, mesmo que já tenhamos uma coisa perfeitamente boa e funcional. Por isso publicidade é tão importante. Me lembro da minha mãe trazendo uma televisão nova para casa quando a que tínhamos estava perfeitamente boa.

Itens quebram em alguns poucos anos, ou saem de moda. E aí, aquele computador ou smartphone que compramos há três anos atrás simplesmente se torna obsoleto. E isso acontece com roupas também. Ao invés de investirmos em roupas que nos servirão por muitos anos, preferimos comprar algo barato e resultado de práticas duvidosas de muitas empresas do que nos contentarmos com as peças que temos hoje.

Muitas vezes já temos tudo o que precisamos, mas preferimos nos convencer de que precisamos de algo novo, ao invés de focarmos em outros aspectos da vida, como aprendermos novas habilidades, ou nos conectarmos melhor com quem amamos.

Eu sei que uma coisa não exclui a outra. Mas acredito que quando tomamos consciência de hábitos que tomamos por normais e tentamos entender que eles não são assim tão normais ou necessários, um mundo de possibilidades se abre.